| Peso | 573 g |
|---|---|
| Dimensões | 2 × 14 × 21 cm |
| Condição | |
| Formato | |
| Ano | |
| Idioma |
O Amor De Uma Boa Mulher
R$30,00
- Autor: Alice Munro
- Editora: Companhia Das Letras
- Edição: 1
- Tradução: JORIO DAUSTER
- Qtd. Páginas: 373
- Isbn: 9788535922752
- Código Estoque: 375002A
1 em estoque
Contos de Alice Munro fazem corte profundo na vida de mulheres que estão quase sempre à deriva.
Em O amor de uma boa mulher – publicado originalmente em 1998 e vencedor, nos Estados Unidos, do National Book Critics Circle Award -, Alice Munro oferece ao leitor mais uma fornada de seus contos de fôlego, marcados pela destreza dos planos cinematográficos e pelo olhar duplo, ao mesmo tempo panorâmico e intimista. A canadense fez das pequenas cidades espalhadas pelo condado de Huron o território privilegiado de sua ficção e detecta nas franjas do meio rural aqueles indivíduos de algum modo deslocados da norma. A velhice, a doença, o transtorno mental ou a simples diferença com relação à maioria pontuam os textos. E
m Munro, há uma intuição de que a condição feminina se conecta por vários caminhos com a marginalidade. Uma personagem do conto “Jacarta” sobrevive dando aulas de ballet depois que o marido jornalista supostamente morre num país distante; a protagonista de “Ilha de Cortes” deseja ser escritora, mas fracassa; Pauline, a jovem mãe de “As crianças ficam”, tem uma aparência peculiar que a faz ser convidada para interpretar o papel de Eurídice numa montagem teatral amadora, experiência que irá transformar a sua vida. Retrocedendo da atualidade à década de 1950, as narrativas flagram um período em que, para as mulheres, o trabalho muitas vezes servia apenas como um intervalo entre o casamento e a chegada do primeiro filho. Na verdade, tratava-se de um hiato particularmente propício ao desconforto, pois aqueles foram os anos que precederam a Revolução Sexual. A posição gauche dessas mulheres as aproxima de zonas mentais obscuras, colocando-as em xeque diante da vida social. É como se a precisão do roteiro traçado para os homens se opusesse à precariedade e à deriva dos destinos femininos.
“Brilhante… Munro é tão sensível quanto Tchekhov na construção de seus personagens.” – The New York Times Book Review

