| Peso | 721 g |
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| Dimensões | 4 × 16 × 23 cm |
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As cartas que não chegaram
R$70,00
- Autor: Rodrigo Viana
- Editora: patuá
- Qtd. Páginas: 342
- Isbn: 9786558649762
- Código Estoque: 321810A
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Dez anos após o lançamento de seu livro de fôlego “A Bola e o Verbo, o futebol na crônica brasileira”, Rodrigo Viana se atreve num romance epistolar com um tema delicado: as cartas que escreveu a seu pai suicida. “As Cartas que não chegaram” também são endereçadas a outras perdas: amigos, familiares e à mãe de Rodrigo. A feitura do livro obedeceu a um ritual longo e doloroso. Os textos começaram a ser escritos, de maneira artesanal, em dezembro de 2013, quando o suicídio ocorreu, e seguiram até os dias que antecederam a entrega dos originais para a publicação da obra. Foram concebidos de forma metonímica, ou seja, como “relicários” que integram um conjunto maior, o da própria vida do autor. Histórias reais, costuradas de modo que o leitor se sinta íntimo não só do pai de Rodrigo e dos outros personagens, mas também de toda carga afetiva que contornou os eventos-morte. O jogo da presença/ausência é marcante nessa rede figurativa. É o que possibilita a construção imagética do cenário externo e interno do autor. Às vezes com narrativas hiperbólicas, velozes e outras diminuindo o ritmo, desenhando no texto marcas específicas: o aconchego das tias de Minas, a inquietação com os transtornos mentais e, finalmente, a dúvida universal, rosiana: de onde viemos? Para onde vamos? Quem somos? Rodrigo foi fiel à semântica discursiva do afeto. O ethos está para a semiótica assim como o ego para a psicanálise. Há, nas “Cartas”, uma progressão de intimidade, em que o compromisso não é exatamente contar a história de cada um em si, mas tratar das memórias, encontros, faltas, de todo o sensível, a palavra “não dita”. Mesmo com o tema tabu do suicídio, o leitor vai perceber um texto solto, com elementos do conto, da poesia e até de outras narrativas, como o teatro e o romance. Isto porque Rodrigo mistura esses elementos numa sopa pós-modernista, temperada pela poética forte de Guimarães Rosa. As “Cartas” trazem uma estrutura narrativa não tradicional (apesar de datadas, muitas vezes su

