| Peso | 270 g |
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| Dimensões | 1 × 16 × 23 cm |
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Conversa De Passarinhos – Haikais
R$35,00
- Autor: Alice Ruiz S / Maria Valéria Rezende
- Editora: Iluminuras
- Qtd. Páginas: 80
- Isbn: 9788573212891
- Código Estoque: 296960B
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O QUE É HAIKAI
O haikai se faz com três linhas, ou versos, e não mais de 17 sílabas.
Seu tema é a natureza, e não nossos sentimentos e pensamentos.
Se faz com simplicidade, leveza, desapego, sutileza, objetividade, integração com o todo.
Sua melhor definição, na opinião de muitos, é uma fotografia em palavras.
Grava o instante. O fotógrafo não aparece na foto, mas sua sensibilidade sim.
O mesmo no haikai.
É como se as coisas falassem por si mesmas. Sem adjetivos, sem a impressão do poeta, exatamente como são.
Só o real, sem comparar a nada e, talvez por isso mesmo, tão incomparável.
Porque, descrevendo a coisa apenas como ela é, desperta a sensação da própria coisa.
A sensação, por exemplo, da estação em que ela acontece, nos fazendo lembrar de que tudo está sempre mudando, tem o seu próprio tempo, que é cíclico.
É essencial, isto é, capta a essência das coisas, e a essa característica se dá o nome de haimi, que significa “sabor de haikai”.
Não é difícil de entender, quando se volta à comparação com fotografia.
Qualquer um é capaz de perceber se uma foto é boa ou não, além dos aspectos técnicos. Ela é boa se nos toca, se capta um instante especial, se provoca uma sensação.
O haikai é uma forma poética que nasceu no Japão e chegou ao Brasil há exatos 100 anos, em 1908, no navio kassato Maru, com a primeira leva de imigrantes japoneses.
Diferente, em muitos sentidos, da poesia que se faz no Ocidente, o haikai nos ensina coisas fundamentais para nosso momento atual.
Em primeiro lugar, a síntese.
Com apenas três versos, nem um a mais, nem um a menos, e com 17 sílabas, no máximo, exercitamos o dom de dizer o suficiente como um mínimo de palavras.
Como vivemos cada vez mais, um tempo sem tempo, em que não é possível absorver toda informação que nos chega ― nem transmiti-la ― ser sintético e aprender a concentrar conteúdos e fundamental.
Mas também aprendemos a olhar para fora de nós mesmos, a observar a natureza, as mudanças de estação, e assim nos s

