| Peso | 420 g |
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| Dimensões | 1 × 14 × 21 cm |
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Eros E Civilizacao
R$68,75
- Autor: Nancy Allen
- Editora: Zahar
- Edição: 6
- Tradução: ALVARO CABRAL
- Qtd. Páginas: 232
- Código Estoque: 1169B
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Marcuse pega Freud e faz uma pergunta: a civilização precisa mesmo reprimir tanto nossos desejos para existir? Freud dizia que sim, que para vivermos em sociedade precisamos reprimir os instintos sexuais e de prazer (Eros) em nome do trabalho e da ordem (Princípio de Realidade).
Marcuse concorda em parte, mas cria o conceito de “mais-repressão”: o capitalismo moderno reprime muito além do necessário. Ele não só organiza a sociedade, mas transforma a gente em trabalhador alienado, que aceita trabalhar sem parar e adiar o prazer para sempre. Ele chama isso de Princípio de Desempenho.
A saída que ele propõe é revolucionária: se a tecnologia já nos permite trabalhar menos, poderíamos liberar Eros. Em vez de uma sexualidade só genital e voltada para a reprodução, teríamos uma erotização da vida inteira – o trabalho virando jogo, o corpo inteiro como fonte de prazer. Ele usa o mito de Orfeu e Narciso contra Prometeu para defender uma civilização não-repressiva, baseada no prazer, na arte e na liberdade.

