desde 1987

O pelicano

R$30,00

LIVRO
  • Autor: Adélia Prado
  • Editora: Record
  • Edição: 2
  • Qtd. Páginas: 112
  • Isbn: 9788501922762
  • Código Estoque: 98055A
  • Estado de Conservação: Condição geral: bom, conserva-se em boas condições para o manuseio da leitura em relação ao ano de publicação. Folha de rosto: com assinatura do antigo dono. Páginas: com poucos riscos/grifos a grafite. com marcadores de pagina adesivo.
  • 1 em estoque

    Peso 210 g
    Dimensões 1 × 14 × 21 cm
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    Publicado originalmente em 1987, O pelicano , de Adélia Prado, retorna com nova capa para celebrar a grande figura da atual poesia brasileira, vencedora dos prêmios Camões e Machado de Assis.

    O pelicano (1987) foi publicado seis anos depois de Adélia Prado inscrever seu nome na literatura brasileira com a trilogia de livros composta por Bagagem (1976), O coração disparado (1978) e Terra de Santa Cruz (1981).

    Sem perder as características formais e temáticas de sua obra inicial, a autora mineira incorporou novos elementos à sua poética a cada novo livro. Neste conjunto de poemas, surge como força motriz a figura de Jonathan. Espécie de Godot beckettiano, ele é onipresente, é a própria poesia, mas também o sagrado, o desejo e o amor. Como no poema “A criatura”: “Eu já amava Jonathan, / porque Jonathan é isto, / fato poético desde sempre gerado, / matéria de sonho, sonho, / hora em que tudo mais desce à desimportância.”

    Outra marca desses poemas é o contraste proposto por Adélia ao colocar no mesmo plano o sagrado e o profano, o amor mais sublime e o desejo carnal, as luzes e as trevas. Por exemplo, em “A treva”: “A alma desce aos infernos, / a morte tem seu festim. / Até que todos despertem / e eu mesma possa dormir, / o demônio come a seu gosto, / o que não é Deus pasta em mim.”

    Mas, se há beleza em tudo o que se refere à Criação, conforme vaticinou Tomás de Aquino, nada foge à lírica de Adélia, a exemplo do espirituoso “Duas horas da tarde no Brasil”: “Frigoríficos são horríveis / mas devo poetizá-los / para que nada escape à redenção: / Frigorífico do Jiboia / Carne fresca / Preço joia .”

    Ainda que aponte para novos caminhos, O pelicano mantém o que Affonso Romano de Sant’Anna – um dos primeiros autores a perceber a grandeza da poesia de Adélia Prado – definiu como “aquela maneira de pegar a gente pelo pé e nos deixar prostrado e besta com uma verdade revelada”.

    Agora, a tempo de comemorar os prêmios Camões e Machado de Assis (ABL), conquistados pela autor

    SKU: 171732Categorias: Livros, Poemas - PoesiasLoja: Loja Centro
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